quarta-feira, 31 de outubro de 2012

Liberte os Pássaros

Essa é uma história verdadeira que veio de Seattle, Washington.Ela ocorreu em 1994 e foi contada por Lloyd Glenn.

"Estou grato pela oportunidade de falar hoje sobre o tema que me foi designado 'A importancia da Frequência ao Templo' irmãos e irmãs, durante nossas vidas somos abençoados com experiências espirituais, algumas são muito sagradas e confidenciais, e outras, embora sagradas, devem ser compartilhadas. No último verão minha família passou por uma experiência espiritual que teve um impacto duradouro e profundo em nós, e sentimos que deve ser compartilhada. É uma mensagem de amor. É uma mensagem de ganhar nova perspectiva e restaurar o equilíbrio apropriado, bem como renovar suas prioridades.

Em humildade, oro para que possa, ao contar essa história, dar-lhes um presente que recebemos de nosso filhinho Brian em um dia quente de verão no ano passado.

No dia 22 de julho eu estava indo para Washington D.C. em uma viagem de negócios. Tudo estava normal até que pousamos em Denver para uma mudança de avião. Enquanto pegava minha bagagem, uma chamada   estava sendo feita para o Sr. Lloyd Glenn, solicitando que procurasse imediatamente um agente da United. Não dei atenção a isto até chegar à porta de saída quando ouvi um jovem perguntado a cada homem se ele era o Sr. Glenn. Neste momento eu sabia que havia algo errado e meu coração começou a bater mais forte. Quando saí do avião um jovem com uma expressão solene veio até mim e disse: Sr. Glenn, houve uma emergência em sua casa. Não sei o que aconteceu, ou quem está envolvido, mas vou levá-lo até um telefone para que possa ligar para o hospital."

Meu coração estava agora pulando, mas a vontade de ficar calmo foi maior. Friamente segui aquele estranho até um telefone distante onde liguei para o número que me foi dado do Hospital Mission. Minha chamada foi transferida para a UTI, onde soube que meu filho de 3 anos havia ficado preso debaixo da porta automática da garagem por vários minutos, e quando minha esposa o encontrou, ele já estava morto. Um vizinho, que é médico, aplicou respiração boca-a-boca, e os paramédicos continuaram o tratamento enquanto Brian era transportado para o hospital. Na hora da minha ligação, Brian estava sendo reavivado e eles acreditaram que ele sobreviveria, mas ainda não sabiam o tamanho dos danos causados ao seu cérebro e ao seu coração. Explicaram-me que a porta havia se fechado completamente sobre seu osso esterno, bem acima do seu coração. Ele havia sido severamente esmagado. Após falar com os médicos, minha esposa informou-me que nosso Bispo e nosso Mestre Familiar estavam lá esperando que os médicos os autorizassem a dar uma benção em Brian. Ela parecia preocupada, mas não histérica, e fiquei mais confortado com sua calma. O voo de volta pareceu durar para sempre, mas finalmente cheguei ao hospital seis horas depois que a porta da garagem fechou. Quando entrei na UTI, nada poderia ter-me preparado para ver meu pequeno filho deitado tão quieto em uma cama branca tão grande com monitores por toda a parte. Ele estava em um respirador artificial. Olhei para minha esposa que estava em pé e tentou me dar um sorriso confortador. Tudo parecia um sonho terrível.

Deram-me todos os detalhes e prognósticos. Brian sobreviveria, e os testes preliminares indicavam que tudo estava bem com seu coração - dois milagres por si mesmos. Mas, somente o tempo poderia dizer se o seu cérebro havia sido danificado. Durante essas horas intermináveis, minha esposa estava calma. Ela me disse que o Bispo havia lhe dado  uma benção tão poderosa e confortadora, que ela sentia que Brian eventualmente ficaria bem. Segurei-me em suas palavras de fé, como se tudo dependesse disso. Durante toda aquela noite e todo o dia seguinte Brian permaneceu inconsciente. Parecia muito tempo desde que saí de casa para viajar no dia anterior. Finalmente as duas da tarde, nosso filho acordou e, sentando-se, disse as palavras mais lindas que jamais ouvi: "Papai, abrace-me", enquanto estendia seus bracinhos para mim. No dia seguinte foi anunciado que ele não apresentava deficiências neurológicas ou físicas, e a história de sua sobrevivência miraculosa espalhou-se por todo o hospital. Vocês não podem imaginar nossa gratidão e alegria. Enquanto levávamos Brian para casa, sentimos uma reverência especial pela vida e amor por nosso Pai Celestial que vem para aqueles que esbarram tão perto da morte. Nos dias que se seguiram havia um espírito especial em nosso lar. Nossos dois filhos mais velhos estavam muito mais próximos de seu irmãozinho. Minha esposa e eu estávamos mais próximos um do outro, e todos estávamos mais unidos como família. A vida passou a ter um compasso menos estressante. A perspectiva pareceu ficar mais focalizada, e ficou mais fácil ganhar e manter um equilíbrio. Sentimo-nos profundamente abençoados. Nossa gratidão era verdadeiramente profunda.

Quase um mês depois do acidente, Brian acordou de seu sono da tarde e disse: "Mamãe, sente-se aqui. Tenho algo a dizer-lhe".
A essa altura de sua vida, Brian usualmente falava pequenas frases, portanto, uma frase tão grande surpreendeu minha esposa. Ela sentou na cama e ele começou essa sagrada e marcante história:

"Você se lembra quando fiquei preso debaixo da porta da garagem? Bem, ela era tão pesada que realmente doeu. Eu te chamei, mas você não me ouviu. Comecei a chorar, então doeu mais ainda. Então os pássaros vieram". "Os pássaros?", minha esposa perguntou espantada. "Sim", ele disse. "Os pássaros fizeram um barulho e voaram até a garagem. Eles cuidaram de mim". "Eles cuidaram?" Ela perguntou. "Sim", ele disse. "Um dele foi te chamar. Ela foi lhe dizer que eu estava preso debaixo da porta".
Um sentimento doce e reverente tomou conta do quarto. O espírito era muito forte, embora mais leve que o ar. Minha esposa percebeu que uma criança de três anos não conhece o conceito da morte e dos espíritos, então ele estava se referindo àqueles serem que vieram ajudá-lo através do véu como "pássaros" porque eles estavam no ar, como pássaros que voam.
"Como eram os pássaros?", ela perguntou. Brian respondeu: "Eles eram tão bonitos. Estavam vestidos de branco, todo branco. Alguns deles estavam de verde e branco, mas alguns só de branco". Minha esposa ficou intrigada porque Brian não sabia como era a cor verde. " Eles disseram alguma coisa?" "Sim", ele respondeu. "Eles disseram que o bebê ficaria bem". "O bebê?" minha esposa perguntou confusa e Brian respondeu: "Sim, o bebê deitado na porta da garagem". Ele continuou: "Você veio e abriu a porta e correu para o bebê. Você disse para o bebê ficar e não ir embora". Minha esposa quase teve um colapso ouvindo isto, pois ela realmente foi e se ajoelhou-se ao lado do corpo de Brian e vendo seu eito esmagado e feições irreconhecíveis, e sabendo que estava morto, ela olhou à sua volta e sussurrou: "Não nos deixe Brian, por favor fique se puder". Quando ouviu Brian dizendo as palavras que havia dito, ela percebeu que seu espírito havia deixado seu corpo e que olhava de cima para baixo, para sua forma sem vida. "Então, o que aconteceu?" ela perguntou. "Nós fomos viajar". "Para muito, muito longe". Ele começou a ficar agitado tentando dizer coisas para as quais não conhecia as palavras. Minha esposa tentou acalmá-lo e confortá-lo. Ele lutou querendo dizer alguma coisa que obviamente era muito importante para ele, mas estava sendo difícil encontrar as palavras. Finalmente seus olhos brilharam ao olhar para um quadro do Templo de Oakland pendurando no quarto. E ele correu para o quadro e gritou: "Eu fui lá!Lá. mamãe". e apontou para o Templo. " E eu fui para outros como este. Existem muitos deles. Eles estão por toda a parte, e eu fui a alguns deles com os pássaros. Nós voamos tão rápidos no ar". Minha esposa respondeu: "Este é um dos templos". "SIM.SIM", ele gritou. "Eu fui nos templos. Eles são tão bonitos mamãe. E existem muitos, muitos pássaros no templo. Muitos estão em gaiolas e eles querem sair, mas não conseguem sair sozinhos. Mamãe, eu tenho que ir ao templo e soltá-los. Ele estão tristes e precisam de mim para soltá-los. Mamãe, você tem que ir lá agora apara soltá-los. E papai também. E todo mundo. Nós temos que soltá-los de suas gaiolas". Minha esposa estava paralisada. Dentro de sua mente um doce espírito a envolveu, mas com uma urgência que nunca havia sentido antes. Ela pensou no mundo espiritual, nos espíritos em prisão que ainda não tiveram as ordenanças feitas por eles. Ela pensou em como Brian havia dito que alguns vestiam verde e branco e o significado daquilo varreu seus pensamentos com esperança e entendimento. Brian continuou falando que os pássaros lhe disseram que que ele tinha que voltar e falar para todo mundo sobre os templos e os pássaros em suas gaiolas. Ele disse que o trouxeram de volta para casa e que um caminhão grande e outro pequeno dos bombeiros estavam lá e também uma ambulância. Um homem estava trazendo o bebê para fora em uma cama branca e ele tentou dizer para o homem que o bebê ficaria bem, mas ele não podia ouví-lo. Ele disse que os pássaros lhe disseram para ir com a ambulância, e que ficariam perto dele. Ele disse que era tão bonito lá e tão calmo, que ele não queria voltar. Então uma luz muito brilhante apareceu. Ele disse que a luz era tão brilhante e quente, e ele amou muito a luz brilhante. Alguém estava na luz brilhante e colocou seus braços em volta dele e disse: "Eu te amo, mas você tem que voltar. Você tem que jogar baseball e falar para todo mundo sobre os templos". Então a pessoa na luz o beijou e disse adeus. Brian entrou na ambulância com dois dos pássaros. A porta da ambulância fechou depois que as pessoas entraram, e então ele disse: "Aí eu vi meus pássaros tão lindos dizerem adeus. Então o som apareceu e e ele foram embora". A hist´ria continuou por mais um hora. Ele nos ensinou que os pássaros estão sempre conosco, mas nós não podemos vermos porque olhamos com nossos olhos, e não os escutamos porque ouvimos com nossos ouvidos. Mas, eles estão lá, e você pode vê-los somente aqui(ele coloca a mão sobre seu coração). Ele sussurram as coisas para nos ajudar a fazer o que é certo porque nos amam muito. Brian continuou dizendo: "Eu tenho um plano, mamãe, você tem um plano. Papai tem um plano. Todos devemos viver nos planos e cumprir nossas promessas. E os pássaros nos ajudar porque nos amam muito".

Nas semana que se seguiram, ele frequentemente nos contava tudo, ou parte da história novamente. A história continuava sempre a mesma. Os detalhes nunca mudavam ou ficavam fora de ordem. Algumas vezes ele adicionava algumas informações que clareava a mensagem que ele já havia dado. Nunca deixamos de ficar admirados como ele podia dar tantos detalhes e falar acima de sua capacidade quando falava de seus pássaros. Aonde quer que fosse, ele falava para pessoas totalmente estranhas que eles deviam ir aos templos. Surpreendentemente, ninguém nunca o olhou de forma estranha quando fazia isso.
Eles sempre o olhavam de forma carinhosa e sorriam. Não é necessário dizer que nunca mais fomos os mesmo desde aquele dia, e oro para que nunca mais sejamos. Minha esposa e eu temos ido frequentemente ao templo desde então, e Brian está sempre nos esperando para ouvir quantos pássaros nos libertamos cada vez que voltamos. Irmãos e irmãs, de todas as mensagens que Brian poderia trazer de volta, ele trouxe esta: Nós temos que ir ao templo e libertar pássaros. Testifico-lhes que as coisas que compartilhei com vocês hoje são verdadeiras. Elas são de valor sagrado. São de consequência eterna para nós e para todos os espíritos que estão aguardando o trabalho que somente nós podemos fazer por eles. Que possamos todos ir ao Templo e Libertar os pássaros - pois é verdadeiramente o trabalho do Senhor e Sua glória, trazer imortalidade e vida eterna ao homem. Eu os deixo essa mensagem, em nome de Jesus Cristo, amem.

Um comentário:

  1. Sim, sei que de fato essa historia é verdadeira. Já fui aço templo e vou muitas vezes e como posso sentir a presença de Deus lá e sei como fala em 1º COR 13, há espirito s a serem salvos como Salomão fazia em seus templo. A Igreja de Jesus Cristo esta na terra novamente e todos podem ver e saber mas no site www.lds.org.br

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